Artigos

TERAPIA COMUNITÁRIA - DE LILITH À ABRAPE DA VIOLÊNCIA À ESPIRITUALIDADE

OBJETIVO

 

O objetivo deste trabalho é relatar uma experiência de parceria entre a Casa da Mulher Lilith e a Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas - ABRAPE, através do trabalho voluntário. Nosso percurso contribuiu para a construção de um diferencial na parceria entre ABRAPE e os Centros Espíritas Parceiros. Para que isso fosse concretizado nasceu a necessidade do Curso de Formação de Terapeutas Comunitários na ABRAPE e a formação do Pólo Formador – MITECOM/SP.

 

BREVE HISTÓRICO DAS INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

CASA DA MULHER LILITH

A Casa da Mulher Lilith é uma associação civil, sem fins lucrativos, fundada em 1989, que presta serviços relevantes à comunidade. Localizada num Bairro periférico da Capital de São Paulo, teve seu início a partir de um grupo de mulheres que participavam de movimentos sociais especificamente na área da saúde e no trabalho da violência doméstica contra a mulher. Seu foco é a conscientização das mulheres (adolescentes e adultas) vítimas de violência, nos seus direitos e deveres, atuando na área da promoção da saúde e combate todas as formas de violência. Realiza Oficinas de prevenção e erradicação da violência contra a mulher, Seminários (sobre saúde da mulher, gravidez na adolescência, sexualidade, etc.), Orientação Jurídica, Atendimentos Psicológicos e Terapia Comunitária.

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICÓLOGOS ESPÍRITAS – ABRAPE

Amai-vos e instrui-vos, pois somente o amor transforma o conhecimento em sabedoria”. Espírito da Verdade

A ABRAPE é uma associação civil, cultural e sem fins lucrativos, de âmbito nacional, fundada em 1994. Propõe a discussão aberta de vários temas presentes em nosso cotidiano e procura atender às demandas do homem atual sob os diferentes focos do fenômeno religioso, estudando os principais pontos de convergência entre a psicologia e a religiosidade, principalmente na sua vertente espírita. Não prega qualquer tipo de sectarismo, dogmatismo ou proselitismo em relação a tal temática. Proporciona espaço para debates de questões inerentes ao homem e à cultura respeitando e valorizando a responsabilidade social em ação. A ABRAPE tem como missão utilizar a psicologia e a visão espiritual como instrumentos de autoconhecimento, potencializando o ser humano para realizar escolhas de forma consciente. Entre seus projetos, o Projeto Terapia Social consiste em atendimento psicológico gratuito tendo as Instituições Espíritas como foco principal. A ABRAPE acredita que todo ser humano é um espírito em evolução, com direito ao equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual e que a dimensão espiritual estimula a fraternidade e a solidariedade, diminuindo a competição entre os homens.

 

O TRABALHO VOLUNTÁRIO

“Se um homem não descobrir algo para morrer ele não está preparado para viver”. Marter Luter King

O trabalho voluntário constrói pontes entre quem tem e quem precisa, em qualquer nível, físico, mental, emocional e espiritual. Conforme Ercília Zilli (espírita) e Valmir Amásio da Silva Fernandes (ateu) demonstram no trabalho de mestrado “A Fé Como Fator De Motivação Para o Trabalho Voluntário” da Fundação Getúlio Vargas, que a fé independente da religião, é um fator de motivação para o trabalho voluntário. O voluntariado é a atividade em que fica mais evidente o melhor que cada um tem e que pode trocar com o outro. As vantagens do trabalho voluntário é propiciar um sentido para a vida, tornar o ser humano mais produtivo em sua atividade profissional, pois quem se aproxima do sofrimento do próximo vê seus problemas pessoais numa outra dimensão, torna-se mais consciente, atento e menos ansioso, conseqüentemente mais realizado e produtivo. Quem o realiza passa a ter mais saúde, participa mais da comunidade, integrando-se e integrando a comunidade na sua vida. Pesquisas comprovaram que esse trabalho faz bem ao coração, ao sistema imunológico, aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de maneira geral.

 

VOLUNTARIADO NA CASA DA MULHER LILITH

“As grandes mudanças são frutos de grande amor e de grande dor” Adalberto Barreto

O trabalho da Casa da Mulher Lilith se sustenta porque existe o voluntariado presente e atuante. O trabalho psicológico vem contribuindo para aliviar o sofrimento, fortalecer o ser humano no enfrentamento das agruras que a vida apresenta, tendo a oportunidade que antes nunca lhe fora possível. O objetivo do trabalho voluntário nessa instituição é suprir as lacunas que o serviço público não cobre. No entanto, esse trabalho só acontece porque se alia com a missão da Casa que é conscientizar as mulheres de sua cidadania.

 

VOLUNTARIADO NA ABRAPE

A ABRAPE trabalha fortemente baseada na ação de psicólogos voluntários. Para que a organização conseguisse aumentar seu atendimento foi de fundamental importância estruturar a capacitar os psicólogos no trabalho voluntários. A ABRAPE valoriza o trabalho voluntário e entende ser este de extrema importância, assim, possibilita a quem exerce uma maior motivação e a oportunidade para compreender que o trabalho só pode ser bem realizado se for fruto de seu ideal e do ideal da instituição. Nesse ponto é que voluntário e organização se encontram num ideal comum através da atividade-fim.

 

O TERAPEUTA COMUNITÁRIO COMO VOLUNTÁRIO

“Nós só enxergamos a luz porque existe a escuridão” - Adalberto Barreto

O que importa não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento. Cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida. Cada um precisa executar uma tarefa concreta, que está a exigir realização. Assim, a tarefa de cada um é tão singular como a sua oportunidade específica de lavá-la a cabo. A responsabilidade é a essência da existência humana. (Vitor Frankl). Os Terapeutas Comunitários, não obstante de seus valores, religiões e crenças, convergem para o mesmo ideal, através do aprender a aprender, fazer, conviver juntos e a ser, que vão tecendo a grande teia da vida, uma vez que cada um é especialista naquilo que aprendeu. Participar das Terapias Comunitárias, tanto os terapeutas quanto os participantes mudam seu estilo de vida ao colaborarem com o outro e consigo mesmo.

 

A ESPIRITUALIDADE NORTEANDO O CAMINHO

Após um ano de trabalho voluntário na Casa da Mulher Lilith, com atendimentos individuais, observamos a necessidade de agilizarmos a terapia, tendo em vista que existia uma grande demanda. Na busca de um atendimento mais abrangente e com eficácia surgiu a idéia de aplicarmos a Terapia Comunitária, que logo no início mostrou-se como um instrumento capaz de resolver tal impasse. No final de 2005 fomos procuradas pela presidente da ABRAPE, a psicóloga e Doutora Ercília Zilli. O motivo era grande procura de pessoas que buscavam a terapia social gratuita nos Centros Espíritas Parceiros e a falta de voluntários para atender tal demanda. A ABRAPE soube que a partir das vivências da Terapia Comunitária na Casa da Mulher Lilith, as freqüentadoras passaram a transformar sua realidade, saíram do papel de vítimas para protagonistas de sua história. Um exemplo foi o de Maria Aparecida de Lima, 67 anos que buscou apoio para superar problemas com o marido com quem era casada há 45 anos “eu era triste, não conseguia me expressar, não tinha vontade de me olhar no espelho. Deve ser porque ele revelava meu estado de espírito”, dizia: “de dois anos para cá minha realidade transformou-se ficou muito melhor”. Hoje, ainda casada, consegue transmitir sua alegria ao marido, que por conseqüência, também mudou significativamente suas condutas familiares. A Casa da Mulher Lilith parte da violência instalada para realizar seu trabalho. A ABRAPE parte da Espiritualidade e se utiliza da psicologia como forma de prevenir a violência e trabalhar com a já instalada. Ambas convergem, pois ambas tem fé, amor e responsabilidade social em ação. Ambas buscam o sagrado no ser humano, incluindo os aspectos sociais, políticos e filosóficos, cada qual da sua maneira, utilizam o trabalho voluntário, para a ampliação da consciência social. Assim iniciamos uma nova caminhada na ABRAPE.

 

O CURSO DE TERAPIA COMUNITÁRIA NA ABRAPE E A CRIAÇÃO DO PÓLO FORMADOR – MITECOM - SP

“Amor é o eterno fundamento da educação, e a intuição é a fonte de todos os conhecimentos”Alan Kardec

Mas como realizar Terapia Comunitária sem Terapeutas Comunitários? A Dra. Ercília Zilli, convidou-nos para ministrar na ABRAPE um curso de formação de Terapeutas Comunitários para aqueles que exerciam seu trabalho voluntário nas Casas Espíritas. Assim, em 2006 iniciamos nosso primeiro curso de formação de Terapeutas Comunitários nas dependências da ABRAPE e em 2007 a segunda turma está sendo formada. O resultado desse percurso foi a criação do Pólo Formador em Terapia Comunitária MITECOM – SP, em parceria com a ABRAPE. Um dos pontos mais importantes que a Terapia Comunitária e a ABRAPE compartilham é a de que a fé é um fator de crescimento e integração da personalidade.

 

O DESAFIO DE LEVAR A TERAPIA COMUNITÁRIA À INSTITUIÇÃO ESPIRITA

“Não existe fé sem obras” Alan Kardec

O desafio é o de levar a Terapia Comunitária para as Casas Espíritas Parceiras. Alan Kardec, o codificador da doutrina espírita e grande educador, nos mostra que a religião é um método para vivermos a Espiritualidade através da fé e que esta só se concretiza nas obras. Através da Espiritualidade tentamos integrar fé e obra, ciência e religião sendo a Terapia Comunitária mais um dos instrumentos encontrado para tal fim. A Terapia Comunitária nos ajuda a viver a energia de transmutar sofrimento em crescimento, a carência em competência, a mesma energia que encontramos na doutrina espírita. A compreensão que se encontra na ABRAPE a respeito de fé não é a do fanatismo ou da alienação, mas de um estado de consciência que leva à integração e que motiva o homem a buscar níveis mais elevados da compreensão da realidade. A Terapia Comunitária vem como um caminho que nos permite construir redes sociais solidária de promoção da vida levando à integração, motivando e ajudando o ser humano a sair do unitário para o comunitário, consequentemente ter uma nova visão da realidade. Acreditamos ser a Terapia Comunitária mais um instrumento utilizado pela Espiritualidade para que possamos somar com os Centros Espíritas, ou seja, seguir os preceitos do Espiritismo que é transformar a Fé cega em Fé raciocinada. Como explica Adalberto Barreto a relação com Deus passa por outros meios e é através das ligações humanas que a podemos nos transformar e transformar o mundo, e complementa que as grandes mudanças são frutos de grande amor e de grande dor. Para que a Terapia Comunitária pudesse ser implantada nos Centros Espíritas, realizamos um encontro dos dirigentes com a finalidade de que os mesmos conhecessem o que é a Terapia Comunitária e participassem de uma. Num primeiro momento eles sentiram-se impactados, atualmente a introdução desta nova ferramenta está sendo aceita com cautela.

 

DA VISÃO TRADICIONAL PARA A VISÃO INTEGRAL DO ESPIRITISMO

"A paz não brota da ausência de conflitos, mas da disposição de enfrentá-los"Dan Millman

O Espiritismo é uma doutrina que se propõe a caminhar junto com a ciência. No entanto, nos deparamos com dificuldades que o movimento espírita encontra em permitir que novas visões se mesclem às já instaladas. As Casas Espíritas nos acolheram com a Terapia Comunitária como um grande pai amoroso, com seus diferentes modos de olhar para a vida e para a evolução, mas existem alguns pontos nevrálgicos que estão vindo à tona e que neste trabalho estamos apenas iniciando sua discussão. Embora haja exceções, as implicações dos grandes ensinamentos espíritas são baseadas nos preceitos fundamentais da Doutrina Espírita, que passam pelos mesmos crivos de 150 anos atrás. Conforme Kardec o ser humano não alcançou a dimensão da fé plena, ou seja, de colaboradores pró-ativos na construção de um mundo melhor, devido às travas do seu crescimento como pessoa. As causas dessas travas estão nas imperfeições que resistem à transformação pelo atavismo de orgulho, egoísmo e teimosia. De acordo com Ken Wilber encarar as travas, ou seja, suas verdades face a face, exige do ser humano algo maior que os preceitos racionais cristãos do Amar a Deus, ao próximo e a si mesmo, pois nós, seres humanos, nos encontramos na maioria das vezes cegos para nosso futuro, presente e passado. O ser humano possui visões de mundo de acordo com seus níveis de consciência que segundo Wilber servem como guia para identificar esses bloqueios, ou seja, as patologias ou disfunções que cada pessoa possui de acordo com o seu nível de evolução. O mesmo conceito de nível de evolução encontramos em Kardec, onde o trajeto evolutivo do ser humano está vinculado à evolução do espírito nas várias encarnações que uma mesma pessoa (espírito) vive. Para ambos, o ser humano adquire acréscimos de conhecimentos e experiências, que inclui e transcende, para Wilber nos níveis de consciência, para Kardec nas encarnações vividas. Para auxiliar nessa jornada é preciso especificar que o Espiritismo, como prática contemplativa, é acometido pelos problemas que ocorrem nos diversos níveis de consciência. Todo nível de consciência apresenta seus aspectos saudáveis e doentios, vamos analisar alguns dos aspectos que podem travar o ser humano nas Casas Espíritas ou em qualquer área de atuação. O Espiritismo propõe-se a ser a doutrina de reencontro do ser humano com sua realidade espiritual mais profunda, portanto pretende ser uma religião universalista, não dogmática e globocêntrica. Na prática o espiritismo, como todas as outras religiões, está impregnado por dirigentes que se acreditam absolutos, com sentimentos narcísicos de poder, devido suas visões de mundo limitadas aos seus níveis de consciência (níveis de evolução – vidas passadas). Encontram-se ainda, pessoas que vivem dependentes das relações dos grupos que se formam dentro dos centros espíritas. Cada um arroga-se o direito de importância como um clã. Há os que se arrogam o poder para si, rejeitando quaisquer manifestações de raiva e agressividade. Por outro lado, a falta de força de vontade versus a necessidade da reforma íntima atravanca a abertura para mudanças e para as verdadeiras ações de fraternidade. A busca da igualdade necessita do consenso homogêneo de todos os participantes das casas, pois por considerarem-se democratas natos, são obrigados a aceitar a tudo e a todos. Provavelmente, as idéias de Jesus, com sua uma visão integral cósmica, sistêmica, não encontra amparo total nessa relação de homem e Espiritualidade. Numa visão integral da espiritualidade, entendemos que existe a necessidade de valorizar os grupos, utilizar-se da força agressiva para assertividade-ação e da sensualidade para a busca do prazer pessoal. Nada disso ocorre sem que tenhamos regras, programas de conduta e reforma íntima pessoal, num sistema eficaz e direcionado de realização doutrinária e social, com a flexibilidade de vários caminhos e comunhão fraternal, juntamente com outros seguimentos religiosos, para o bem do planeta. Uma das formas que encontramos para iniciarmos nessa jornada foi a implantação da Terapia Comunitária que proporciona a oportunidade de transformações mentais, emocionais, sociais e espirituais aos seus participantes, familiares, comunidades e consequentemente ao planeta.

 

PROMOÇÃO DOS VALORES DA VIDA

“A arte de cuidar é a arte de promover os valores da vida. Que transcendem a toda e qualquer limitação humana”.Adalberto Barreto.

A Terapia Comunitária encontra a solução no coletivo e nas suas interações, identificações com o outro e no respeito pelas diferenças. Quaisquer que sejam as circunstâncias ou as dificuldades que cada um possa encontrar é sempre possível fazer escolhas. E, poder escolher, é um modo de provar a liberdade de sentir seu poder, ou de exercer seu livre arbítrio em relação aos acontecimentos ou às situações críticas. A Espiritualidade norteou o caminho, a Terapia Comunitária chegou aos Centros Espíritos, seu caminho está sendo desbravado. Ainda temos uma visão nebulosa para os desígnios de Deus e de como Ele nos coloca em determinadas situações, mas percebemos que é através dele que ocorrem nossas relações com o outro, nos transformamos e consequentemente somos transformados pelo outro. Nossa escolha é compartilhar o saber, vivências, realidades e especialidades que cada um possui. Com a Terapia Comunitária contribuir, dentro desses espaços, para um mundo mais justo, igualitário, minimizar as diferenças e caminhar para a propagação da paz. Buscamos reconhecer que a vida é um fluir, nós não temos de parar o rio, o rio está indo de qualquer maneira, nós somos como passageiros que seguram suas bagagens no navio. O navio está indo de qualquer forma, então podemos soltar as bagagens, elas vão chegar ao seu destino.

 

BIBLIOGRAFIA

BARRETO, Adalberto de Paula. Terapia Comunitária, passo a passo. Fortaleza. LCR, 2005.

 

DAN, Millman. O Caminho do Guerreiro Pacífico. São Paulo. CULTRIX, 1980.

 

FRANKL, Viktor E. Em Busca de Sentido. Petrópolis, VOZES, 2003.

 

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo. LAKE, 2006.

 

OLIVEIRA, Alkíndar. O Trabalho Voluntário na Casa Espírita. São Paulo. PETTI, 2001.

 

TOLESANO, Ercília Pereira Zilli; FERNANDES, Valmir Amásio da Silva. A Fé Como Fator de Motivação Para o Trabalho Voluntário. Um Estudo de Caso: ABRAPE Associação Brasileira De Psicólogos Espíritas. Tese de Mestrado da Fundação Getúlio Vargas. São Paulo. 2004.

 

WILBER, Ken. O Olho do Espírito. São Paulo. CULTRIX, 1997.

 

WILBER, Ken. Espiritualidade Integral – Uma nova função para a religião neste início de milênio. São Paulo. ALEPH, 2007.

 

 

ANEXO

 

MÚSICA – LILITHs  GUERREIRAS

 

AUTORA – MARIA DA TRINDADE MAMPRIM

(uma das fundadoras da Casa da Mulher Lilith)

 

                    Música – Mulher Rendeira

 

 

Dei um basta na tristeza, decidi não mais chorar

Na Casa da Mulher Lilith, apoio eu vou buscar

Entre oficinas e terapias eu aprendi a pensar

Que quando a boca cala o corpo vai falar

Mas quando a boca fala o corpo vai sarar

Meus medos desaparecem, eu passo me respeitar

 

Chega de violência, desigualdade e opressão,

Sou cidadã, tenho direitos, está na constituição (refrão)

 

Toda mulher é guerreira, pode a vida transformar

Eu sou uma delas e posso me libertar

 

LILITHs guerreiras pode o mundo transformar

Vem cá entra na roda, ocupa o teu lugar

 

LILITHs guerreiras pode o mundo transformar

Vem cá entra na roda, vem pro meio vem cantar

 

LILITHs guerreiras, doutoras, curandeiras, camponesas, costureiras,

podem o mundo transformar

 

LILITHs guerreiras, operárias, lavadeiras, parteiras, benzedeiras

Podem o mundo transformar

Geram filhos no seu ventre

E no peito alimentam para a vida continuar.

 

 


Fonte: Arlete Rodrigues Lopes e Neide Nicoletti Benedicto
(//)
Copyright© data - Todos os Direitos Reservados

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICÓLOGOS ESPÍRITAS

Rua Teodoro Sampaio, 417 - Cj. 82 - São Paulo - SP - CEP: 05405-000
Fone: 11 3081.1464 - Fone/Fax: 11 3898.2139 - E-mail: abrape@abrape.org.br
TwitterOrkutYoutube